Esse Blog fala um pouco de mim e daquilo em que acredito. Em minhas andanças pelo mundo descobri que o mais difícil é ser você mesmo e ter coragem para expor aquilo que se pensa. Enquanto escrevo, busco ser fiel a mim mesma no momento em que sou. No momento em que ouso expor aquilo penso. E se amanhã mudar de idéia. Eu mudo: Como diria o saudoso Raul Seixas: "Eu prefiro ser essa metamoforse ambuilante/do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Sejam bem vindos ao meu mundo!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
No Jardim das Borboletas
Existe um “anjo” na minha vida que hoje me falou sobre Mario Quintana e o seu “jardim das borboletas”. Comecei a refletir sobre o que esse “anjo” falou e percebi por um instante meu “casulo”.
Pensei em Deus e tudo que me veio foram as palavras que abaixo escrevi.... Espero ter entendido o que “o anjo” quis dizer...obrigada amigo Cal. Que Deus te abençoe e que os jardins que cultivarmos em nossas vidas sejam um chamariz de “borboletas” a iluminar o horizonte dos nossos olhos.
Bem, a minha reflexão foi mais ou menos assim:
Deus... Eu sequer sei Seu nome. Sequer entendo Sua natureza. Tampouco sei se a Sua existência é real...aliás, eu nem sei se “eu” sou real: diante das novas descobertas da ciência a probabilidade de existência humana é tão remota, que chego em alguns momentos, a acreditar que estou presa em uma Matrix.
Hoje, mais um dia se passou e eu deixei minha alma falar mais alto, tentando compor o dia com uma atmosfera de amor. Mas teve uma hora que eu senti ódio, culpa...medo, desespero e, todas essas coisas que me fazem ser um ser humano...então eu percebi o quanto a minha humanidade me machuca.
Na verdade a dor de estar presente dentro de um “casulo” que muitos entendem ser a única coisa que existe, é tão insuportável tem horas, que paro. Olho ao redor. Passo a mão pelos cabelos, tentando buscar em alguma parte, presa, cá dentro, uma razão para estar aqui.
Lembro da oração de São Francisco e tudo que me vem a mente é que talvez São Francisco não fosse desse mundo...Afinal, viver a vida transformando sentimentos ruins em bons é simplesmente fugir do mundano. É negar a própria parte humana que nos faz olhar nos olhos do outro e ficar mudo. Não por falta de palavras, pois elas surgem, mas por ver nos olhos do outro aquilo que você mais repudia em si mesmo.
Amar o outro é ser capaz de amar a si mesmo. Quem não ama a si mesmo, jamais será capaz de amar o outro. E por isso, exercitar a visão para ver só o bem nos olhos de quem você olha, é o mesmo que aceitar a sua própria humanidade...É ter compaixão consigo mesmo e com o próximo. É entender as próprias limitações e por isso, aceitar que o outro, assim como você, é limitado.
Nem sempre que você amar será amado: o mais provável mesmo é que você sequer seja compreendido, pois compreender é uma dádiva dos “deuses”, e você, não é um “deus em miniatura” e tampouco o outro o é.
Agora, se em algum momento dessa sua passagem mundana, você amar e for amado, então, regogise-se! Alegre-se! Porque você alcançou o Infinito e já não há em ti nada que te faça permanecer como um simples ser humano.
Sim. Você vivenciou o que é amar e ser amado. Você vivenciou o olhar o outro com olhos “bons” e ser olhado de volta com os mesmos olhos... Já não há nada que te faça sentir preso em um “casulo”, pois o “casulo” se rompeu e você virou uma borboleta em meio a um jardim de rosas.
Você cultivou as rosas ao transformar seus sentimentos de forma a só ver o bem no outro...Você rompeu o casulo que te impede de voar em meio ao jardim que cultivou, com tanto empenho.
Transformar a si mesmo é a melhor coisa que você pode fazer na vida: quando você se transforma o mundo se transforma. E mesmo que você esteja numa Matrix e se sinta só, sem compreender se existe um Deus que te faça companhia, ou se tudo que há é a Matrix que você vive, a liberdade de voar como uma borboleta em meio as rosas que você cultivou jamais poderá te ser tirada.
As rosas são suas. A borboleta é você...e no jardim existe mais borboletas, atraídas pelo perfume das rosas que você cultivou ao transformar a si mesmo.
Pensem nisso. Uma ótima semana!
Shirlei Amaro Avena Weisz
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Os vizinhos vieram: alguns jogando pedras em "Lázaro", afirmando que eu, pobre mortal, usei a figura bíblica do morto ressuscitado pelo Nazareno, como metáfora que oculta o personagem verdadeiro a quem me refiro.
Bem, para não fugir do foco e entrar em imensas delongas sobre quem é "o anjo", volto à Física Quântica e pergunto: "o que é a realidade, senão aquilo que percebo ou entendo?!"
É bastante natural alguns vizinhos verem em "Lázaro" o próprio espelho. Não porque de fato, eles sejam o "Lázaro" da história - pois eu me referia unica e exclusivamente ao "Lázaro" bíblico e o relacionava comigo e não com outra pessoa - mas sim pela própria fragilidade do "ego" humano que insiste em negar que "não existe"!
Eu sei que é complicado perceber que você - essa pessoa incrível e cheia de qualidades - de fato, seja somente, uma miragem em uma "matrix" que pouco compreendemos.
Somos todos "NEO" e portanto, importantes para a salvação do Universo! Não podemos simplesmente inexistir! Isso é um absurdo perpetrado por físicos que ficam em frente a um imenso aparelho de fissão quântica, tentando criar o átomo primordial ou o "Big Bang" em laboratório, e enquanto não conseguem, escrevem teorias para lá de excêntricas!
Bem, para não fugir do foco e entrar em imensas delongas sobre quem é "o anjo", volto à Física Quântica e pergunto: "o que é a realidade, senão aquilo que percebo ou entendo?!"
É bastante natural alguns vizinhos verem em "Lázaro" o próprio espelho. Não porque de fato, eles sejam o "Lázaro" da história - pois eu me referia unica e exclusivamente ao "Lázaro" bíblico e o relacionava comigo e não com outra pessoa - mas sim pela própria fragilidade do "ego" humano que insiste em negar que "não existe"!
Eu sei que é complicado perceber que você - essa pessoa incrível e cheia de qualidades - de fato, seja somente, uma miragem em uma "matrix" que pouco compreendemos.
Somos todos "NEO" e portanto, importantes para a salvação do Universo! Não podemos simplesmente inexistir! Isso é um absurdo perpetrado por físicos que ficam em frente a um imenso aparelho de fissão quântica, tentando criar o átomo primordial ou o "Big Bang" em laboratório, e enquanto não conseguem, escrevem teorias para lá de excêntricas!
domingo, 3 de julho de 2011
Mortos vivos - Por Shirlei Amaro Avena Weisz
Sou um defunto que fala: tal qual Lázaro estou sentada à beira do ataúde, envolta em trapos e dizendo coisas que não poderia dizer, já que em verdade, morta eu me encontro.
Assim é como minha alma se mostra quando resolvo revolver minhas lembranças: de repente, percebo, assim como na Física Quântica, que não existo.
Na verdade, não posso estar aqui. É impossível entender o mundo ao meu redor. É impossível aceitar os fatos que se impõe à minha realidade.
A verdade é que estou morta. Sempre estive...O umbral está ao meu redor, e o céu, eu sequer vislumbro à minha volta. Como Cristo que abriu os portões do inferno e libertou os espíritos perdidos, como dizem os apócrifos bíblicos, estou eu diante da fortaleza da inexistência tentando romper os grilhões que me atam ao tormento.
Como águas revoltas em meio à tempestade, cá estou tentando entender o ininteligível, e tudo que me vem à lembrança é a história de Lázaro e as palavras nela escritas: "O defunto falou".
Fico pensando...desde quando defunto fala? Desde quando defunto se levanta e senta à beira do ataúde, envolto em trapos e tagarela? Alguém perdeu o raciocínio ou fui eu que perdi a lógica?
Ninguém permanece casado com um morto. Um morto é morto, mas às vezes ele fala...fala tão alto dentro de nós que já não somos capazes de ouvir o que está ao nosso redor. E tal qual Lázaro, o defunto morre de novo, e a pergunta que jaz é a mesma feita ao Nazareno: " Alguém porventura merece morrer de novo?".
Lázaro ressucitado foi morto por seus vizinhos, incomodados com o fato de estarem diante de um defunto que falava...E nem o Cristo achou justo que ele vivesse de novo, e assim, morresse novamente!
As lágrimas do Nazareno nos mostra a humanidade do questionamento que envolve o drama que eu, aqui, ouso expor, não com a lógica dos intelectuais, pois isso me foge à inteligência, mas com a lógica dos medíocres, que como eu, estão mortos.
Vejam bem, onde estou eu agora? Certamente dirão aqueles que me lêem que estou diante do computador dedilhando minhas idéias...mas não é que não estou? No momento em que lêem o que eu escrevo, eu já não ecrevo mais, e vocês sequer sabem dar conta de onde me encontrar.
Alguns, atônitos com essa diagramação da grande falácia de minha vida, ousarão pensar que estou na verdade louca e como louca, devia estar trancafiada na casa verde de Machado de Assis! Mas não foi o próprio Machado que disse que a linha entre a razão e a loucura é tênue e que os sãos podem na verdade serem os loucos?
A loucura é um sintoma dos mortais que sabem o quanto é efêmera sua existência, por isso, todos aqueles que ousaram romper as barreiras do lógico foram ridicularizados e tachados de loucos...inclusive o próprio menino Deus.
Jesus não era" entendido nem pelos da sua cidade nem por sua parentela". Todos sem exceção o achavam louco, principalmente depois do epísódio dos "vendilhões do Templo"!
Imaginem só: um homem de larga estatura, com barbas pouco crecidas e cabelos longos, com um chicote escorraçando os mercadores de dentro de um espaço que devia ser apenas uma "casa de Deus" ou Beth-El em hebráico! Imaginaram? Se vocês não soubessem quem Ele era, o que pensariam? Sim. É um louco!
Por isso, prefiro dizer que aquela que escreve, longe de ser "um defunto autor" como Bras Cubas, é na verdade alguém que vislumbrou a própria Inexistência e por isso, se recusa a crer que um defunto fale. Veja bem, para mim um defunto não fala e portanto não pode sentir tudo que um não-defunto sente. Portanto, um defunto não pode amar, ainda que possamos amar um defunto eternamente.
Suponhamos que a vida é na verdade uma ilusão e que a morte não existe. Haveria defuntos? Por certo que não. Mas vamos ser claros: a vida é uma ilusão? Eu de fato sou inexistente? Se sou, porque escrevo? O que não existe por certo nada poderia fazer, muito menos escrever pensamentos insanos em uma folha de papel. Mas a verdade é que assim como esse texto não está em lugar algum: desde quando o mundo virtual é algum lugar? Eu também não sou um defunto, ainda que assim possa dizer de mim.
Veja bem, sou um defunto no figurtivo: estou morta mais vivo e nem sei como explicar isso, já que a Física Quântica corrobora com a afirmação louca de minha inexistência.
A física quântica tem como um dos seus princípio o fato de não existirmos. Pense bem: a ciência afirma que não existimos. Mas desde quando a ciência é capaz de entender ou saber alguma coisa que valha? Desde que o mundo é mundo, o que entendemos como "ciência" fica rodando em meio às suas esquisitisses e assertivas duvidosas!
Tudo o que a ciência prova ela desaprova. Sim...a ciência prova que existe a matéria! Ok. A matéria existe, certo? Errado. Eu acabei de dizer que a Física Quântica diz que não existimos, então como afirmar que a matéria existe?
Tudo o que podemos conceber em nossas mentes é tudo o que há. Só isso! Por isso alguém pode viver casado com um defunto o resto da vida, ou simplesmente viver como se um defunto fosse.
Nossas obras são todas mortas se somos incapazes de crer em nossas obras. Se não acreditamos em nós mesmos, quem será capaz de acreditar? Se nos vemos como Lázaro sentados ao lado do ataúde, envoltos em trapos, quem nos convencerá que não somos?
Defuntos não falam. Não sentem. Não riem. E por isso mesmo são incapazes de compartlhar conosco a vida. Pois a vida que vivemos é em verdade um ensaio para o Nada.
E o que é o Nada senão o Tudo? O que é Deus senão essa sensação de inexistência diante do existir?
Assim como Lázaro, tagarelo próxima ao túmulo: como ele morta serei pelos meus vizinhos ( os mais próximos ), pois quem está distante é incapaz de ferir alguém que não está perto.
Longe dos olhos, perto do coração. Perto do coração, longe dos olhos...E assim vamos vivendo, esperando pelo dia em que a inexistência não nos assombre tanto. Esperando pelo dia em que sejamos capazes de aceitar que mortos não podem ser marido ou esposa...tampouco algo que o equivalha. Não porque não os amemos, mas sim porque não somos. E por não sermos e aqui estarmos, fica difícil viver com o que jaz morto.
Mortos não falam...Lázaro prova isso.E que venham os vizinhos!
Assim é como minha alma se mostra quando resolvo revolver minhas lembranças: de repente, percebo, assim como na Física Quântica, que não existo.
Na verdade, não posso estar aqui. É impossível entender o mundo ao meu redor. É impossível aceitar os fatos que se impõe à minha realidade.
A verdade é que estou morta. Sempre estive...O umbral está ao meu redor, e o céu, eu sequer vislumbro à minha volta. Como Cristo que abriu os portões do inferno e libertou os espíritos perdidos, como dizem os apócrifos bíblicos, estou eu diante da fortaleza da inexistência tentando romper os grilhões que me atam ao tormento.
Como águas revoltas em meio à tempestade, cá estou tentando entender o ininteligível, e tudo que me vem à lembrança é a história de Lázaro e as palavras nela escritas: "O defunto falou".
Fico pensando...desde quando defunto fala? Desde quando defunto se levanta e senta à beira do ataúde, envolto em trapos e tagarela? Alguém perdeu o raciocínio ou fui eu que perdi a lógica?
Ninguém permanece casado com um morto. Um morto é morto, mas às vezes ele fala...fala tão alto dentro de nós que já não somos capazes de ouvir o que está ao nosso redor. E tal qual Lázaro, o defunto morre de novo, e a pergunta que jaz é a mesma feita ao Nazareno: " Alguém porventura merece morrer de novo?".
Lázaro ressucitado foi morto por seus vizinhos, incomodados com o fato de estarem diante de um defunto que falava...E nem o Cristo achou justo que ele vivesse de novo, e assim, morresse novamente!
As lágrimas do Nazareno nos mostra a humanidade do questionamento que envolve o drama que eu, aqui, ouso expor, não com a lógica dos intelectuais, pois isso me foge à inteligência, mas com a lógica dos medíocres, que como eu, estão mortos.
Vejam bem, onde estou eu agora? Certamente dirão aqueles que me lêem que estou diante do computador dedilhando minhas idéias...mas não é que não estou? No momento em que lêem o que eu escrevo, eu já não ecrevo mais, e vocês sequer sabem dar conta de onde me encontrar.
Alguns, atônitos com essa diagramação da grande falácia de minha vida, ousarão pensar que estou na verdade louca e como louca, devia estar trancafiada na casa verde de Machado de Assis! Mas não foi o próprio Machado que disse que a linha entre a razão e a loucura é tênue e que os sãos podem na verdade serem os loucos?
A loucura é um sintoma dos mortais que sabem o quanto é efêmera sua existência, por isso, todos aqueles que ousaram romper as barreiras do lógico foram ridicularizados e tachados de loucos...inclusive o próprio menino Deus.
Jesus não era" entendido nem pelos da sua cidade nem por sua parentela". Todos sem exceção o achavam louco, principalmente depois do epísódio dos "vendilhões do Templo"!
Imaginem só: um homem de larga estatura, com barbas pouco crecidas e cabelos longos, com um chicote escorraçando os mercadores de dentro de um espaço que devia ser apenas uma "casa de Deus" ou Beth-El em hebráico! Imaginaram? Se vocês não soubessem quem Ele era, o que pensariam? Sim. É um louco!
Por isso, prefiro dizer que aquela que escreve, longe de ser "um defunto autor" como Bras Cubas, é na verdade alguém que vislumbrou a própria Inexistência e por isso, se recusa a crer que um defunto fale. Veja bem, para mim um defunto não fala e portanto não pode sentir tudo que um não-defunto sente. Portanto, um defunto não pode amar, ainda que possamos amar um defunto eternamente.
Suponhamos que a vida é na verdade uma ilusão e que a morte não existe. Haveria defuntos? Por certo que não. Mas vamos ser claros: a vida é uma ilusão? Eu de fato sou inexistente? Se sou, porque escrevo? O que não existe por certo nada poderia fazer, muito menos escrever pensamentos insanos em uma folha de papel. Mas a verdade é que assim como esse texto não está em lugar algum: desde quando o mundo virtual é algum lugar? Eu também não sou um defunto, ainda que assim possa dizer de mim.
Veja bem, sou um defunto no figurtivo: estou morta mais vivo e nem sei como explicar isso, já que a Física Quântica corrobora com a afirmação louca de minha inexistência.
A física quântica tem como um dos seus princípio o fato de não existirmos. Pense bem: a ciência afirma que não existimos. Mas desde quando a ciência é capaz de entender ou saber alguma coisa que valha? Desde que o mundo é mundo, o que entendemos como "ciência" fica rodando em meio às suas esquisitisses e assertivas duvidosas!
Tudo o que a ciência prova ela desaprova. Sim...a ciência prova que existe a matéria! Ok. A matéria existe, certo? Errado. Eu acabei de dizer que a Física Quântica diz que não existimos, então como afirmar que a matéria existe?
Tudo o que podemos conceber em nossas mentes é tudo o que há. Só isso! Por isso alguém pode viver casado com um defunto o resto da vida, ou simplesmente viver como se um defunto fosse.
Nossas obras são todas mortas se somos incapazes de crer em nossas obras. Se não acreditamos em nós mesmos, quem será capaz de acreditar? Se nos vemos como Lázaro sentados ao lado do ataúde, envoltos em trapos, quem nos convencerá que não somos?
Defuntos não falam. Não sentem. Não riem. E por isso mesmo são incapazes de compartlhar conosco a vida. Pois a vida que vivemos é em verdade um ensaio para o Nada.
E o que é o Nada senão o Tudo? O que é Deus senão essa sensação de inexistência diante do existir?
Assim como Lázaro, tagarelo próxima ao túmulo: como ele morta serei pelos meus vizinhos ( os mais próximos ), pois quem está distante é incapaz de ferir alguém que não está perto.
Longe dos olhos, perto do coração. Perto do coração, longe dos olhos...E assim vamos vivendo, esperando pelo dia em que a inexistência não nos assombre tanto. Esperando pelo dia em que sejamos capazes de aceitar que mortos não podem ser marido ou esposa...tampouco algo que o equivalha. Não porque não os amemos, mas sim porque não somos. E por não sermos e aqui estarmos, fica difícil viver com o que jaz morto.
Mortos não falam...Lázaro prova isso.E que venham os vizinhos!
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