quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A DISSEMINAÇÃO DA AIDS NA ÁFRICA SUBSAARIANA E AS MULHERES.

A acelerada disseminação na África Subsaariana do vírus HIV tem como um de seus fatores, a ação de curandeiros, que orientam o abuso sexual como prática para diversos males. A África Subsaariana concentra 70% dos casos mundiais da doença, sendo que estatísticas governamentais indicam que a epidemia virou fonte de lucro para os oportunistas e curandeiros.
Em horário nobre televisivo uma co-produção Brasil-Moçambique, aborda o tema da AIDS e os aspectos culturais e sociais da epidemia que vem se disseminando de forma acelerada pelo mundo.
Um dos fatores que contribuiu para a disseminação da AIDS foi que quando surgiu a doença na década de 80, ela ficou estigmatizada como “peste gay”, como se apenas homossexuais fossem vítimas do vírus letal.
Para piorar a situação, mulheres casadas são inoculadas pelo vírus por seus parceiros, o que as torna vítimas indefesas de uma realidade cruel e pouco debatida na sociedade: que é a AIDS e as mulheres.
Para agravar mais ainda a situação, há quem diga que os meios que temos hoje de contenção da doença não são 100% eficazes, então o que fazer?
Precisamos de políticas públicas voltadas para prevenção da doença em todos os países do globo, principalmente na África Subsaariana que abriga um número absurdo de infectados, e ao que tudo indica, não há da parte governamental dessa região uma iniciativa eficaz de combate a AIDS.
A AIDS é uma chaga triste e dolorosa na nossa sociedade. Lamentavelmente estamos longe da cura, mas a expectativa de vida dos infectados, com avanços científicos, tem aumentado consideravelmente.
Esperamos que em dez ou vinte anos, a epidemia esteja controlada e quem sabe a cura seja alcançada.
Esperamos ainda que profissionais de saúde que trabalham com a AIDS façam campanha para que seja tomada uma atitude em relação ao que está ocorrendo na África.
Quanto mais pessoas lutarem contra esse absurdo melhor. Que Deus abençoe a todos nós.
Shirlei Amaro Avena Weisz é professora universitária

quinta-feira, 28 de maio de 2009

RONALDINHO: UM FENÔMENO DE RECUPERAÇÃO.

Não sou Corintiana, mas a cada gol do Corintians feito pelo Ronaldinho, eu e acredito milhares de brasileiros, vibramos. E muito.
Ronaldinho vem colocando nas suas chuteiras, seu coração: que salto foi aquele sobre o alambrado? Nossa quanta felicidade! Penso que aquele salto dizia muito mais do que acreditamos: muito mais do que a simples comemoração de um gol.
Ronaldinho estava comemorando a superação de todos os seus problemas. Comemorando sua luta contra o preconceito que dizia que ele estava acabado para o futebol, afinal, diziam os “entendidos”: ele estava gordo e totalmente fora de forma.
Ah Ronaldinho, seus gols, são gols de milhares de homens e mulheres que acreditam na superação do ser humano. Que acreditam que somos capazes de superar todas as barreiras, mesmo quando o mundo inteiro, insiste em querer nos derrubar.
Estejamos gordos, magros ou doentes, podemos vencer qualquer obstáculo. E você, “fenômeno dos gramados” tem dado força à todos aqueles, a quem o mundo quis tirar as esperanças, através de seus “especialistas” com seus determinismos cheios de negativismo e falta de amor e generosidade.
A ingratidão dói mais que uma lança cortante sobre a face. E você Ronaldinho, viveu essa ingratidão, sempre que se esqueciam de tudo que você fez nos gramados pelos times em que passou e preferiam te jogar pedras e debochar de sua silueta física.
Mas você como bom brasileiro, provou ao mundo que “não desiste nunca” e não importam quantas pedras te atirem: você fará delas degraus, para subir e ir cada vez mais longe.
Parabéns Ronaldinho e que você continue sendo esse “fenômeno” que nós brasileiros, de tantos times diferentes, amamos e torcemos.

Shirlei Amaro Avena Weisz, é vascaína e fã de Ronaldinho, o “Fenômeno”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A CHINA DO SÉCULO XXI E O DESRESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS!

Estive ontem na porta do consulado chinês no Rio de Janeiro, onde estava ocorrendo uma manifestação modesta. Parei para perguntar do que se tratava e uma das manifestantes, muito gentilmente me entregou um panfleto e falou que a manifestação era a favor de Falun Dafa, também conhecida como Falun Gong.
Para quem não sabe, é uma prática antiga e avançada para aprimoramento da mente e do corpo, baseados em quatro exercícios em pé e um sentado em meditação todos fáceis de aprender, que objetivam desenvolver a virtude e a natureza do coração e da mente (conforme consta do próprio panfleto por mim recebido).
Segundo a manifestante, eles estavam lá de prontidão, porque havia a notícia de que o presidente da China estava hospedado no consulado e eles queriam chamar a atenção dele, para perseguição que estava ocorrendo na China aos praticantes desse exercício milenar. Segundo o panfleto, praticantes estão sendo humilhados na frente de dezenas de pessoas na Praça da Paz Celestial em Benjing, a mesma onde um rapaz durante uma manifestação há anos, foi atropelado por um tanque de guerra.
O mais impressionante, é que nem mesmo um caso de retaliação foi reportado em mais de cinco anos de perseguição do governo chinês aos seus praticantes. Afinal, existe na China um bloqueio de informações e a ordem dada pelo Poder Chinês foi à de destruir os praticantes, de forma física mental e econômica, conforme explica um dos manifestantes.
Ressalte-se que a perseguição não é voltada apenas aos chineses. Desde novembro de 2001, já foram detidos ou agredidos por praticar Falun Gong mais de 100 praticantes ocidentais.
A China que hoje caminha em direção a ser uma grande potência, lamentavelmente o faz às custas de diversos crimes contra os direitos humanos: existem dados da U.S News e dados oficiais do próprio governo chinês que informam que mais de 100 milhões de pessoas tiveram seus direitos humanos negados, mais de 200 mil foram ilegalmente detidas, mais de cem mil pessoas estão em campos de trabalhos forçados, outras mil foram enviadas à hospícios, sem qualquer laudo que justifique tal internação.
Não podemos esquecer ainda os dados que informam que mais de 4 mil pessoas foram torturadas (fontes de dentro do governo chinês falam em milhares), além de milhões de livros legalmente publicados, fitas de áudio e vídeo, confiscados e destruídos.
As estação de TV internacionais que visitaram a China sabem que suas filmagem são acompanhadas de pertos por agentes do governo chinês e devem ter uma autorização prévia para fazê-las, e quem conhece a China sabe a grande discrepância existente entre o povo que vive nas áreas rurais e nas áreas urbanas.
O governo chinês faz de tudo para manter suas mazelas longe dos holofotes do mundo, o que não signifique que missionários de todas as nações as desconheçam.
O que mais me chocou na manifestação em frente ao Consulado Chinês é que como praticante de artes marciais chinesas, fica difícil aceitar que pessoas sejam presas e passem anos de trabalhos forçados, sem julgamento, apenas porque praticam exercícios de meditação!
“A razão para perseguição parece ser uma paranóia do governo Chinês, que acredita existir por trás do movimento, algum líder que deseje tomar o poder, já que conforme fontes do “U.S News” e “World Report” o falun Gong ou Falun dafa é a “maior organização voluntária na China, maior até do que o Partido Comunista”.
Os pilares dessa prática milenar proibida são a verdade, compaixão e tolerância. Ao que tudo indica, e o dados colhidos pelos meios de comunicação citados e pelo panfleto recebido, tais pilares batem de frente com tudo que vem sendo praticado na China nos últimos anos e é acobertado pela censura que vigora naquele país.
A pergunta que fica é: Por que deveríamos nos preocupar com que está acontecendo na China? Conforme consta inclusive do panfleto que recebi na porta do consulado.
Bem, acho que podemos nos omitir e continuar comprando produtos fabricados por mão de obra escrava (por sinal bem mais baratos) e continuar fingindo que não somos responsáveis pela mantença da escravidão naquele país. Afinal, quem somos nós?
Podemos continuar fechando os olhos para tudo que acontece ao nosso redor e colocar a cabeça no travesseiro. Mas verdade é, quando agirmos assim, somos coniventes e responsáveis.
Se para alguns, isso pouco importa. Tudo bem. Cada um com juízo de valor. Eu de minha parte, prefiro não me calar ante a barbárie.
Parafraseando Marthim Luther King: ´"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos ou dos desonestos. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"
E espero que os bons comecem logo a gritar! Antes que respirar também seja proibido.

Shirlei Amaro Avena Weisz, é advogada e professora universitária de Direito Internacional.